Viver em Sociedade: Drogas


Há assuntos que merecem ser tratados com especial dedicação e apesar de tentar através desta rubrica falar daqueles que ainda são considerados os casos mais flagrantes, não podia deixar de abordar um tema que, embora seja mais usual e até considerado aceitável é ainda hoje assunto de discussão, principalmente entre os mais jovens. O consumo de drogas está presente no nosso dia-a-dia e todos o fazem. Quem diz que não, estará certamente a mentir ou ainda não sabe do que estou a falar. Se fuma, bebe café ou até usa medicamentos, faz parte de uma grande percentagem de adictos às chamadas drogas leves e legais. No entanto, não é dessas drogas que venho falar hoje e sim das mais pesadas e ilícitas, com prazer a curto prazo e consequências ao longo longo da vida. 
Não vou recriminar quem usa regularmente em busca de diversão, prazer e adrenalina instantâneos, mas antes alertar para os perigos que o uso abusivo de drogas pode trazer posteriormente. Para que tenhamos percepção do que são drogas convém defini-las. Entenda-se então por drogas todas as substâncias que quando são administradas no organismo podem modificar o seu funcionamento.
O uso de qualquer tipo de droga, a longo prazo, pode originar problemas que vão desde o físico ao mental. Por norma, consequências dos abusos de drogas são a perda de musculatura, peso e perturbações mentais. A fragilidade com que se fica após o uso de drogas não está apenas ligada à parte exterior, embora esta seja a mais flagrante. Muitas vezes o sangue é afectado, o coração, pulmões, fígado, etc. Claro, depende de que substância se trata.
Outra parte do ser humano que fica permanentemente afectada é a sua relação com a sociedade, começando inevitavelmente pela família e amigos. Ninguém está preparado para aceitar e lidar com uma pessoa adicta, apesar de todos os esforços que são feitos pelo Estado para que seja possível a recuperação e posteriormente reintegração destas na sociedade. Claro está, refiro-me a clínicas de internamento e acompanhamento especializado, onde os técnicos desenvolvem pacientemente e corajosamente o seu trabalho. As emoções e relações mantidas são fortemente abaladas e postas à prova, principalmente para quem está fora do mundo das drogas. Quando as amizades são verdadeiras e inabaláveis, é feito de tudo para conseguir tirar o ente querido de tal vício, mas por vezes todos os esforços são poucos e parecem inúteis. Não são! Primeiramente é preciso fazer ver ao outro onde está a entrar, alertando-o para os perigos associados e acima de tudo, fazer sentir que está a ser apoiado. Embora pareça pouco, tal facto é determinante para entrar ou não neste mundo. A terapia de choque é também frequentemente utilizada, uma vez que histórias de vida podem ser contadas, imagens e documentários mostrados, assim como um cem número de coisas podem ser utilizados com o fim de afastar quem quer que seja das substâncias ilícitas. Por vezes, todo este processo não basta e há quem acabe mesmo por entrar nesse Mundo substancialmente perigoso, uma roda-viva, um turbilhão de sentimentos e emoções…

Muito podia ser dito sobre as drogas e espero ainda vir a fazê-lo, no entanto, fica aqui uma pequena abordagem ao tema. Para terminar o assunto coloco algumas questões: Visto serem mais as consequências que os benefícios, para que lado deve pesar a balança jurídica aquando da sua proposta de legalização? Já sabemos o que os mais jovens querem, mas será correcto que para o benefício de uns paguem todos? Afinal, a ser legalizado o consumo de droga, quem sofrerá mais, pais, amigos ou quem consome? Na minha mais modesta opinião sofrem todos e saem todos a perder. Afinal, neste negócio das drogas só sai beneficiada apenas uma pessoa: o vendedor.

Anselmo Oliveira 

1 comentário:

Amanda Pinheiro disse...

não tenho nada contra as drogas, mas só seria bom entrar nessa se pudessemos calcular os riscos mas, infelizmente isso não é possível...