Viver em Sociedade: Bullying

Olá a todos! Estou a pensar em dedicar os domingos a um tema específico, que pode ter ou não a ver com o blog. Há muitos temas que para além de não serem debatidos, são ignorados por quem devia fazer alguma coisa e não deixar passar em branco. Assim, cabe-nos a nós cidadãos do Mundo, alertar para os mais variados problemas que nos assolam agora e que  vão continuar até que alguém faça alguma coisa. É só um post, entre tantos, que pretende alertar os mais distraídos para o que se passa à nossa volta e mais uma vez reforçar o mítico ditado popular "Não deixem para amanhã o que podem fazer HOJE".

Existem na sociedade vários problemas que ninguém quer ver, ninguém quer denunciar, mas que todos tememos. A violência sempre foi um desses casos. Todos sabemos como se processa a violência nas suas mais diversas formas - psicológica, física, verbal - mas ninguém sabe o porquê da sua existência. Não se é violento por que se quer ou nasce com tendência para tal. É-se violento porque algo nos é incutido erradamente e aos primeiros sinais não é dada a devida atenção. 
Actualmente fala-se muito no bullying ou violência escolar. O fenómeno não é novo e sempre existiu, mas tem-se alastrado rapidamente a toda a população juvenil, fazendo até vítimas mortais. Como se pode intervir com jovens que são vítimas ou agressores? Bom, a sensibilização não basta e é preciso ir mais além. Procurar as famílias de ambos os lados, de quem agride e de quem é vítima, e coloca-las a par da situação é uma das formas existentes para controlar a situação, ou pelo menos para por as famílias a par do ocorrido. Algo que nunca se deve fazer é falar directamente com o agressor, pois isso só trará consequências para a vítima, que foi fazer "queixinhas". 
O facto de se sentirem superiores com a desgraça dos outros é um indicador que tem de ser detectado antes mesmo das possíveis agressões. Detectar também os alunos que andam mais afastados dos colegas ou que por norma são os últimos a serem escolhidos para as actividades escolares também pode ser fundamental, o que revela uma distância entre aquele aluno e o resto da turma.
Numa sociedade em que o valor das coisas anda na ordem do dia, quem não usa produtos de marca "X" ou "Y" é por norma alvo de chacota entre os colegas. Ainda que não passem de simples brincadeiras, podem ter consequências graves se vierem na sequência de outros tipos de violência. Quando isso acontece, cabe aos professores/educadores/pais/amigos alertar para a situação e fazer ver à criança/jovem que o facto de não se usar artigos de marca não impede ninguém de ter o seu valor enquanto ser humano. A intervenção a fazer deve ser de alerta, pois muitos não fazem ideia de que as "marcas" são produtos supérfluos e que nos tempos que correm, em que muitas pessoas não têm dinheiro para comer, gastar dinheiro em artigos de "marca" é por vezes considerado uma "ofença". Já que se fala de "marcas" pode-se também fazer uma intervenção em educação para o consumo, explicando devidamente como tudo se processa, falando superficialmente no marketing que envolve as "marcas" e que lhes dá prestígio e notoriedade. 

Como dá para ver, falar de bullying é falar de tudo. Falar do que está bem, falar do que está mal, arranjar estratégias para chegar à solução e caso não dê certo voltar a fazer tudo de novo...
Não há um principio nem há um fim no bullying, mas existe um meio a trabalhar em prol do que ainda virá. 

Anselmo Oliveira

4 comentários:

Amanda Pinheiro disse...

Anselmo, sábias palavras, vc descreveu mesmo a trajetória do preconceito, infelizmente, cada vez mais acentuado... mesmo com todas as campanhas, com todas as penalizações, as pessoas ainda se submetem muitas vezes a esta prática...
Beijos e bom domingo

Sara disse...

Pois eh anselmo... o preonceito eh uma questão que deveria ser levada mais a serio hoje em dia... eh uma questão mto seria e mtos problemas começam por causa de preconceito...

boa palavras... parabens....

Sara Vanessa
www.shazinha.zip.net

murilo disse...

eu assisti um filme que trata desse tema mas mostrando a que ponto isso pode influenciar na vida de uma pessoa. a historia é triste e um pouco tragica mas aacho que faz com que as pessoas tenham uma boa ideia das consequencias do bullyng. vale a pena ver
efeito borboleta

Brian L.H. disse...

Olá, Anselmo.
Bom te ver novamente e com excelentes resultados.

Sobre o que escreveu também passei por isso na infância, com marcas que carrego até hoje. Não é fácil. Eu tenho filhos e fico de olho neles, tanto para eles não sofrerem opressões e nem eles serem os causadores de opressões junto aos colegas.

Abraços!