domingo, abril 04, 2010

Viver em Sociedade: Homossexualidade


Em pleno século XXI ainda há quem lute desesperadamente pelos mesmos direitos. Se antigamente a batalha era travada entre Homens e Mulheres, agora a guerra mudou de lado e tem juntos Homens e Mulheres, mas com pequenas particularidades. Apesar de não quererem categorizações é inevitável que tal aconteça. Durante anos considerados doentes, os homossexuais exigem que os tratem com respeito e lhes dêem os mesmos direitos que dão aos heterossexuais.

 Falar de discriminação é inevitável, mas a polémica instala-se quando nela se fala. Os direitos matrimoniais, a adopção e o simples gesto que é dar sangue, são direitos vetados a quem se assume como homossexual. Numa sociedade que é cada vez mais heterogénea, aceitar aqueles que são considerados "homogéneos" é praticamente impensável e quem os aceita é igualmente visto de lado.

Por onde começar para encontrar a resolução do problema? Essa é a grande questão que até hoje não tem resposta. Se por um lado atribuem a culpa aos heterossexuais, por outro são os próprios os acusados de se destacarem do resto da sociedade, fazendo questão de vincar as diferenças. No trabalho, na escola, na rua, e principalmente em casa, deve ser trabalhada a questão da igualdade de direitos.
Mas não se deve focar apenas um lado. A questão religiosa tem um peso muito importante e quem é religioso de fortes convicções não consegue aceitar as diferenças. O motivo parte de cima, do mais alto poder da Igreja, que ainda que possa admitir casos de pedofilia, adultério, violações e mesmo de homossexualismo no seio dos seus, não consegue ouvir o que realmente é pretendido pelos homossexuais: o direito à igualdade.
Assumirem-se é penoso, a família muitas vezes não consegue aceitar, muito por culpa da pressão exercida pela própria sociedade, acabando por expulsar e até agredir aqueles que amam mais do que tudo. A culpa do porquê ter acontecido e questionarem-se onde erraram, são sentimentos que vêem ao de cima e que por vezes nunca chegam a ser ultrapassados. O tempo é a única solução para o problema, mas enquanto não faz efeito, o que realmente acontece com quem ousou sair do esconderijo? Amigos e familiares compreensivos podem ser a resposta, mas nunca se terá a certeza do que acontece. Fisicamente as coisas podem ficar na mesma, caso não aja violência, mas psicologicamente as coisas ficam indescritíveis e raramente voltam ao normal.
Porque é que tudo tem de ser assim, se deveria ser considerado normal? Porque é que se escolhe ser homossexual em vez de heterossexual? Porque é preciso assumir uma coisa que se é? Porque é que nunca ninguém se põe no lugar do outro e por uns momentos sente na pele o que o outro está a sentir?
São questões que ficam no ar e a que ninguém responde. Não por medo, por vergonha, mas porque não são capazes de encontrar a resposta. São coisas que se fazem, sempre se fizeram e ninguém sabe porquê, nem que começou. Ninguém é homossexual a partir de certa idade. Quando se é, nasces-se a ser e não há volta a dar por muito que se queira. Resta assumir-se interiormente, aceitar-se como é e só muito depois, se assim o entender, dar a conhecer-se a quem acha importante.
O problema maior de "sair do armário" é que muitas vezes a própria família nega incessantemente o que está à vista de todos e quando tem as suspeitas confirmadas entra em negação sobre aquilo que sempre soube: a verdade!

Anselmo Oliveira 

quarta-feira, março 31, 2010

Prosseguindo...


Olá a todos!
Apesar de andar ausente do blog, não me esqueci de vocês. Tenho passado dias um pouco difíceis com duras perdas. Grandes amigos partem inesperadamente e nem mesmo sabendo que estão certamente melhor alivia a dor da despedida. 
A R.A. tem ido fluentemente bem. Tenho conseguido fazer algumas caminhadas extra o que já é bastante bom tendo em conta que estamos no inverno. Tenho é abusado no café nestes últimos dias, mas pretendo reverter a situação. Anda a fazer-me mal beber tanto. Vou aproveitar o fim de semana prolongado para descansar e quem sabe caminhar um pouco mais.
Espero que esteja tudo bem com vocês. Aproveitem da melhor forma a Páscoa e cuidado com as amêndoas...

Beijos e Abraços a todos!

domingo, março 28, 2010

Viver em Sociedade: Bullying

Olá a todos! Estou a pensar em dedicar os domingos a um tema específico, que pode ter ou não a ver com o blog. Há muitos temas que para além de não serem debatidos, são ignorados por quem devia fazer alguma coisa e não deixar passar em branco. Assim, cabe-nos a nós cidadãos do Mundo, alertar para os mais variados problemas que nos assolam agora e que  vão continuar até que alguém faça alguma coisa. É só um post, entre tantos, que pretende alertar os mais distraídos para o que se passa à nossa volta e mais uma vez reforçar o mítico ditado popular "Não deixem para amanhã o que podem fazer HOJE".

Existem na sociedade vários problemas que ninguém quer ver, ninguém quer denunciar, mas que todos tememos. A violência sempre foi um desses casos. Todos sabemos como se processa a violência nas suas mais diversas formas - psicológica, física, verbal - mas ninguém sabe o porquê da sua existência. Não se é violento por que se quer ou nasce com tendência para tal. É-se violento porque algo nos é incutido erradamente e aos primeiros sinais não é dada a devida atenção. 
Actualmente fala-se muito no bullying ou violência escolar. O fenómeno não é novo e sempre existiu, mas tem-se alastrado rapidamente a toda a população juvenil, fazendo até vítimas mortais. Como se pode intervir com jovens que são vítimas ou agressores? Bom, a sensibilização não basta e é preciso ir mais além. Procurar as famílias de ambos os lados, de quem agride e de quem é vítima, e coloca-las a par da situação é uma das formas existentes para controlar a situação, ou pelo menos para por as famílias a par do ocorrido. Algo que nunca se deve fazer é falar directamente com o agressor, pois isso só trará consequências para a vítima, que foi fazer "queixinhas". 
O facto de se sentirem superiores com a desgraça dos outros é um indicador que tem de ser detectado antes mesmo das possíveis agressões. Detectar também os alunos que andam mais afastados dos colegas ou que por norma são os últimos a serem escolhidos para as actividades escolares também pode ser fundamental, o que revela uma distância entre aquele aluno e o resto da turma.
Numa sociedade em que o valor das coisas anda na ordem do dia, quem não usa produtos de marca "X" ou "Y" é por norma alvo de chacota entre os colegas. Ainda que não passem de simples brincadeiras, podem ter consequências graves se vierem na sequência de outros tipos de violência. Quando isso acontece, cabe aos professores/educadores/pais/amigos alertar para a situação e fazer ver à criança/jovem que o facto de não se usar artigos de marca não impede ninguém de ter o seu valor enquanto ser humano. A intervenção a fazer deve ser de alerta, pois muitos não fazem ideia de que as "marcas" são produtos supérfluos e que nos tempos que correm, em que muitas pessoas não têm dinheiro para comer, gastar dinheiro em artigos de "marca" é por vezes considerado uma "ofença". Já que se fala de "marcas" pode-se também fazer uma intervenção em educação para o consumo, explicando devidamente como tudo se processa, falando superficialmente no marketing que envolve as "marcas" e que lhes dá prestígio e notoriedade. 

Como dá para ver, falar de bullying é falar de tudo. Falar do que está bem, falar do que está mal, arranjar estratégias para chegar à solução e caso não dê certo voltar a fazer tudo de novo...
Não há um principio nem há um fim no bullying, mas existe um meio a trabalhar em prol do que ainda virá. 

Anselmo Oliveira

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