sexta-feira, abril 09, 2010

Há dias que correm bem!

Olá a todos!
Espero que esteja tudo bem. Estes dias tenho-me portado bem no que toca à R.A. Tenho optado por comidas leves e a juntar a isso está o exercício físico. Ainda agora acabei de chegar de mais uma caminhada, desta vez sem quedas. O calor apertou por aqui e aproveitei o facto de hoje ter sido dispensado do estágio para caminhar e ouvir umas musiquinhas bem sugestivas à prática de exercício. 

Para domingo estou a preparar mais um texto, desta vez vou abordar o tema da sexualidade, ainda tabu nos dias que correm. 

Beijos e Abraços a todos! 
Boa continuação de R.A. e excelente fim-de-semana.

terça-feira, abril 06, 2010

Caminhada desastrosa, mas faz parte!

 Olá a todos!
Espero que tenham passado um bom dia de Páscoa e que tenham aproveitado para estarem juntos com quem mais gostam. Eu fiz isso e foi muito bom. Na semana que passou, apesar do que aconteceu, mantive a minha rotina e continuei as caminhadas. Numa delas, desastrosa, ia muito bem a passear o cão quando de repente fui ver o chão de perto. Sinceramente não sei como tal aconteceu, só sei que cai e segundos depois tinha o meu cão em cima de mim, todo contente, pronto para a brincadeira. Foi uma cena digna de uma foto, que infelizmente não tenho. No meio de um pinhal seco, imaginem onde eu fui cair, claro está, no meio da lama. Só me lembrei das magníficas cenas da novela da Globo, "Alma Gémea" em que de vez em quando alguém ia para o chiqueiro. 
Enfim, memorável. Espero que estejam todos bem e a conseguir manter a R.A. de pé.  Eu pelo menos tento...
Desculpem a falta de actualização no blog e de comentários, não tenho tido net. O que me vale são os posts programados, mas como não são a mesma coisa, evito. 
Beijos e Abraços a todos! 

domingo, abril 04, 2010

Viver em Sociedade: Homossexualidade


Em pleno século XXI ainda há quem lute desesperadamente pelos mesmos direitos. Se antigamente a batalha era travada entre Homens e Mulheres, agora a guerra mudou de lado e tem juntos Homens e Mulheres, mas com pequenas particularidades. Apesar de não quererem categorizações é inevitável que tal aconteça. Durante anos considerados doentes, os homossexuais exigem que os tratem com respeito e lhes dêem os mesmos direitos que dão aos heterossexuais.

 Falar de discriminação é inevitável, mas a polémica instala-se quando nela se fala. Os direitos matrimoniais, a adopção e o simples gesto que é dar sangue, são direitos vetados a quem se assume como homossexual. Numa sociedade que é cada vez mais heterogénea, aceitar aqueles que são considerados "homogéneos" é praticamente impensável e quem os aceita é igualmente visto de lado.

Por onde começar para encontrar a resolução do problema? Essa é a grande questão que até hoje não tem resposta. Se por um lado atribuem a culpa aos heterossexuais, por outro são os próprios os acusados de se destacarem do resto da sociedade, fazendo questão de vincar as diferenças. No trabalho, na escola, na rua, e principalmente em casa, deve ser trabalhada a questão da igualdade de direitos.
Mas não se deve focar apenas um lado. A questão religiosa tem um peso muito importante e quem é religioso de fortes convicções não consegue aceitar as diferenças. O motivo parte de cima, do mais alto poder da Igreja, que ainda que possa admitir casos de pedofilia, adultério, violações e mesmo de homossexualismo no seio dos seus, não consegue ouvir o que realmente é pretendido pelos homossexuais: o direito à igualdade.
Assumirem-se é penoso, a família muitas vezes não consegue aceitar, muito por culpa da pressão exercida pela própria sociedade, acabando por expulsar e até agredir aqueles que amam mais do que tudo. A culpa do porquê ter acontecido e questionarem-se onde erraram, são sentimentos que vêem ao de cima e que por vezes nunca chegam a ser ultrapassados. O tempo é a única solução para o problema, mas enquanto não faz efeito, o que realmente acontece com quem ousou sair do esconderijo? Amigos e familiares compreensivos podem ser a resposta, mas nunca se terá a certeza do que acontece. Fisicamente as coisas podem ficar na mesma, caso não aja violência, mas psicologicamente as coisas ficam indescritíveis e raramente voltam ao normal.
Porque é que tudo tem de ser assim, se deveria ser considerado normal? Porque é que se escolhe ser homossexual em vez de heterossexual? Porque é preciso assumir uma coisa que se é? Porque é que nunca ninguém se põe no lugar do outro e por uns momentos sente na pele o que o outro está a sentir?
São questões que ficam no ar e a que ninguém responde. Não por medo, por vergonha, mas porque não são capazes de encontrar a resposta. São coisas que se fazem, sempre se fizeram e ninguém sabe porquê, nem que começou. Ninguém é homossexual a partir de certa idade. Quando se é, nasces-se a ser e não há volta a dar por muito que se queira. Resta assumir-se interiormente, aceitar-se como é e só muito depois, se assim o entender, dar a conhecer-se a quem acha importante.
O problema maior de "sair do armário" é que muitas vezes a própria família nega incessantemente o que está à vista de todos e quando tem as suspeitas confirmadas entra em negação sobre aquilo que sempre soube: a verdade!

Anselmo Oliveira 

Últimos Comentários