quinta-feira, novembro 12, 2009

O Momento de Reflexão: Reeducação Alimentar? O que é isso?

Este texto surgiu num dos meus momentos mais reflexivos, que ultimamente são muitos, foi saindo, sem pensar no que estava a escrever e sem ter qualquer atenção ao conteúdo, saiu isto, que agora partilho com vocês:

Há dias em que nos apetece atirar tudo para o ar, deixar para trás uma batalha que tem vindo a ser travada com empenho, seriedade, expectativa, dedicação... Contudo, nesses maus momentos em que somos atraiçoados pelos maus pensamentos, o melhor que temos a fazer é dar tempo ao tempo, não tomar atitudes precipitadas, saber esperar por um melhor momento para fazer uma avaliação de todo o processo, nunca partindo com a ideia de desistir. Por vezes parece mais simples, mais fácil e eficaz, desistir de fazer algo por nós da maneira "tradicional". Com tantos apelos de tantas clínicas de estética, que apenas querem rentabilizar e dar a conhecer o negócio, seria bem mais simples colocar um balão intra-gástrico, um bypass, ou outro método que, à partida, seja "sinónimo" de emagrecimento rápido, sem muita preocupação e esforço...
Apesar de não ser esse o significado de qualquer uma das intervenções realizadas com o propósito de perder peso, afinal o objectivo maior é sempre melhorar a qualidade de vida das pessoas, é o que a maioria das pessoas lhe dá. Não tenho nada contra com quem fez intervenções do género, eu próprio equacionei a realização destas antes de optar pela Reeducação Alimentar, mas não é isso que está aqui em causa. Do que se trata aqui é o percurso de altos e baixos que constitui o caminho rumo ao sucesso tão almejado e tantas vezes esquecido: emagrecer!
Ao encararmos a RA como um modo de vida, visto esta não se limitar ao controle da alimentação, mas sim a uma reeducação generalizada de todos os hábitos que temos no nosso dia-a-dia, é preciso ter em mente que o percurso não será construído apenas de vitórias nem de fracassos - aqui não falo restritivamente ao peso eliminado, uma vez que as mudanças a realizar afectarão para lá do físico - mas sim de uma sucessiva alternância entre ambos. É nesses períodos, em que estamos num momento menos bom, que nos dá para relaxar e não pensar nas consequências que um deslize atrás do outro e de outro e de outro, podem trazer. Assim, acabamos, às vezes, por entrar num turbilhão de pensamentos ao apercebermos-nos do peso que os deslizes cometidos acabam por ter na caminhada rumo ao sucesso. E é quando nos apercebemos que, por norma, voltamos outra vez ao início ou ao ponto onde ficámos anteriormente. Este ciclo, de quebra e retoma, faz parte de todos os processos de RA, sendo este o seu verdadeiro espírito, nunca desistir...

Anselmo

quarta-feira, novembro 11, 2009

domingo, novembro 08, 2009

Chega de Rótulos!


Enquanto pesquisava por algumas matérias interessantes sobre emagrecimento, encontrei um texto fantástico de outro blog, que fala sobre os adjectivos que nós colamos à palavra gordo/obeso para que tal estado físico não pese tanto na nossa auto-estima. Quem nunca disse: "Sou gordo(a) mas feliz" ou então "Sou gordo(a) mas extrovertido(a)"? Ainda que alguns não o tenham dito, podem tê-lo pensado. Estas simples frases que vamos dizendo aos outros e a nós próprios, nada mais são do que uma maneira de suavizar o significado que a palavra gordo tem para nós.  Acabamos assim, por transmitir ao outro uma impressão de baixa auto-estima, uma vez que não somos capazes de, simplesmente, dizer "Sou gordo(a)!", tendo de arranjar um adjectivo "simpático" que demonstre uma das nossas qualidades...
Na verdade, o que pesa mais nestas frases, por incrível que pareça, é a palavra "mas". Referenciarmos-nos desta forma, acaba por ser uma justificativa para sermos aceites e integrados na sociedade... Porque não nos deixamos de rótulos, esquecendo o gordo(a) e outros tais, e sermos simplesmente quem somos? A mim parece-me uma óptima ideia!...

terça-feira, novembro 03, 2009

Que seja infinito enquanto dure!


Olá a todos!
Tenho-me sentido muito bem nestes últimos dias, aliás, desde a consulta que me sinto extremamente bem sem razão aparente...de doidos, enfim...
Sinto-me como se tivesse começado ontem a RA. Tudo tão bem decidido, uma vontade nova, não sei, é uma sensação meio estranha, que nem dá bem para explicar. Parece que sinto o corpo a mudar. Talvez seja devido aos comprimidos ("Reductil") que ando a tomar, conseguiram pôr-me diante de uma montra de doces e não ter vontade de comer nenhum, ou então pela rotina de exercícios que agora, por meio estranho que pareça, faço de noite, quando venho das aulas, e logo de manhã quando acordo.
Parecem aqueles primeiros dias de RA em que temos uma determinação que é capaz de mover montanhas...
Como diz Vinicius de Moraes, que seja infinito enquanto dure!
Espero que esteja tudo bom com vocês e que andem tão bem como eu ou melhores.
Beijos e Abraços a todos!

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